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FESTIVAL ESTORIL LISBOA




O festival foi fundado em 1975 no seio da então Junta de Turismo da Costa do Sol com o nome Festival de Música da Costa do Sol, sob proposta do guitarrista Piñeiro Nagy e o aval do compositor Fernando Lopes-Graça, do musicólogo João de Freitas Branco e da pianista Helena de Sá e Costa, em complemento dos Cursos Internacionais de Música, que esta entidade tinha criado em 1962. Em 1981 é assinado o protocolo que confere a organização e gestão do festival à Associação Internacional de Música da Costa do Estoril, criada exclusivamente para esse efeito, e altera o nome para Festival de Música da Costa do Estoril.

O contributo do festival à difusão de novos valores e de criações recentes, tem-se manifestado através de mais de trezentas obras apresentadas pela primeira vez em Portugal, muitas das quais em estreias mundiais, entre as que se contam obras de Lopes-Graça, Peixinho, Braga Santos, Olavide, Luis de Pablo, Ohana, Messiaen, Benguerel, Brouwer, Ligeti, Webern, Eisler, Bernaola, Cage, Donatoni, Malipiero, Tomasi, Dessau, Feldman e das novas gerações como Kamran Ince, Jacopo Baboni, Luis Tinoco, Sérgio Azevedo, Alberto Colla, Carlos Marecos, Jean-Philippe Bec, Jesus Rueda, João Pedro Oliveira, Miguel Gálvez, Nuno Côrte-Real, Francesco Antonioni, Gabriel Erkoreka, João Madureira, Saed Hadad, José Manuel López López, Eurico Carrapatoso, Tiago Derriça.

Entre mais de um milhar de artistas presentes no festival, destacam-se nomes do maior prestígio mundial como Mstislav Rostropovich, Rudolf Nureyev, Ruggero Ricci, Teresa Berganza, Marcel Marceau, Paul Badura-Skoda, Sandor Vegh, Christa Ludwig, Aldo Ciccolini, Gundula Janowitz, Paul Tortelier, Vladimir Krainev, Zoltán Kocsis, Pavel Kogan, Brigitte Fassbaender, Cyprien Katsaris, Gérard Caussé, Ludwig Streicher, Naum Starkman, Rudolf Baumgartner, Alírio Diaz, Tibor Varga, Alberto Ponce, Leon Fleisher, Alberto Lysy, António Rosado, Michael Nyman, Baden Powell, Sequeira Costa, Egberto Gismonti, Hopkinson Smith, Eugen Istomin, Boris Pergamenschikov, Ewa Podles, Rinaldo Alessandrini, Sara Mingardo, José Miguel Moreno, Fábio Zanon, Solistas de Sofia, Orquestra de Câmara de Viena, Orquestra de Câmara Ferenc Listz, Orquestra Barroca da Comunidade Europeia, Royal Philharmonic Orchestra, Orquestra Filarmónica de Moscovo, Orquestra Filarmónica Nacional da Hungria, Orquestra Sinfónica Nacional da Letónia, Orquestra Nacional de Espanha, Orquestra Sinfónica do Estado da Lituânia, Orquestra Sinfónica Nacional do México, Orquestra Sinfónica Nacional da Ucrânia, Orquestra e Coro Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana, Orquestra de Câmara da Comunidade Europeia, Festival Strings de Lucerne, Orquestra Filarmónica de Ostrava, Virtuosos da Orquestra Filarmónica de Berlin, Orquestra de Câmara de Leningrado “Hermitage”, Concerto Italiano, As Grandes Vozes Búlgaras, Hilliard Ensemble, Pro Cantione Antiqua, Ópera do Tibete, Ópera de Tokyo, Ballet Nacional de Espanha, Ballet da Ópera de Nice, Ballet Nacional de Cuba, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Gulbenkian, SamulNori, Orfeón Donostiarra, Michael Nyman Band, Camerata Lysy, Quarteto Kodaly, Quarteto Búlgaro, Solistas de Zagreb, Be Japon, entre outros, muitos dos quais actuaram pela primeira vez em Portugal.

O festival tem decorrido em monumentos nacionais e salas históricas como o Claustro e a Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Sé de Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, Igreja de São Roque, Igreja de São Domingos, Palácio Nacional da Ajuda, Palácio Foz, Palácio Nacional de Queluz, Teatro Nacional de São Carlos, Centro Cultural de Belém, Teatro Municipal São Luis, Coliseu de Lisboa, Teatro Camões, Teatro Tivoli, Teatro Trindade, assim como no Palácio da Cidadela de Cascais, Quinta da Piedade (Colares), Museu dos Condes de Castro Guimarães (Cascais), Museu da Música Portuguesa, Igrejas de Carcavelos, Estoril, Cascais, São Domingos de Rana e Escola Salesiana, Auditório Parque Palmela, Centro de Congressos do Estoril, Centro Cultural de Cascais, Auditório Srª. da Boa Nova, Auditório da Nova SBE, Salão Atlântico (Hotel Palácio do Estoril) e outras.

Em reconhecimento do seu valor como um dos expoentes artísticos nacionais, o Festival é admitido em 1983 na
European Festivals Association, máximo organismo mundial da especialidade. Em 1997, Piñeiro Nagy, Director do FMCE, é eleito para o Executive Board da EFA e reeleito sucessivamente até 2002. Em 1999 é eleito para a Comissão de Relações com a Comissão Europeia e em 2001 para a Administração da Asbl Eurofestivals, com sede em Bruxelas, criada após a extinção desta. Em 2008 é novamente eleito para o Executive Board e reeleito em 2011 e 2017, ano em que o festival prepara o, de novo, acolhimento da AG da EFA em 2019 e, pela primeira vez em Portugal, em simultâneo com o 3º Arts Festivals Summit. No decorrer deste summit é nomeado Membro Honorário da EFA.

A tradição europeia dos festivais de arte nasce na mais remota antiguidade emanada do berço da nossa cultura comum: a Grécia. É no entanto, com o aparecimento dos festivais trovadorescos nos primórdios do século XIII, e dos primeiros mecenas em tempos posteriores, que se iniciam os hábitos e tradições chegados aos nossos dias.

Em 1952 foi criada a Associação Europeia de Festivais de Música por iniciativa do filósofo Denis de Rougemont e do maestro Igor Markevitch. A partir de 1992 a Associação passou a denominar-se
European Festivals Association.

A sua fundação, na altura do Tratado de Roma, foi gerada pelos anseios de preservação e divulgação da cultura europeia como contraponto, e simultaneamente complemento, a uma Europa unida através da economia, segundo os pressupostos enunciados por Robert Schuman e Jean Monnet.

Criada no
Centre Européen de la Culture, em Genéve, os 15 festivais fundadores (Aix-en-Provence, Bayreuth, Berlin, Besançon, Bordeaux, Florença, Holanda, Lucerne, Munich, Perugia, Estrasburgo, Veneza, Viena, Wiesbaden e Zurich), iniciaram as actividades da EFA tendo como premissa um alto ideal artístico e como objectivo a divulgação da elevada qualidade de manifestações que pela sua temática, tradição musical onde se desenvolvem, beleza paisagística ou ambiente peculiar dos seus locais, permitam a continuidade de velhos costumes enraizados na História da Europa, contribuindo para uma melhor consciência do significado da Música na cultura dos povos, na vida do Homem e do lugar insubstituível que ocupa no seu quotidiano. De 2004 a 2017 esteve sedeada no Kasteel Borluut, em Gent, Bélgica, passando desde então a ter a sua sede em Bruxelas.
tival na EFA, consagrada com a eleição do Estoril como sede da Assembleia Geral da EFA desse mesmo ano. O festival acolheu, de novo, a Assembleia-Geral da EFA de 1998. Em Fevereiro de 2000, o Festival organizou o segundo período do primeiro
Eurofest Training Programme criado pela Associação Europeia de Festivais em 1999, com o apoio da Comissão Europeia, European Cultural Foundation, Ministério da Cultura de Portugal, entre outras entidades, no qual participaram duas dezenas de jovens procedentes de numerosos países e especialistas europeus de diferentes áreas da realização, programação e gestão de actividades culturais. Após o desenvolvimento do projecto, o mesmo passou a ser organizado pela Festival Academy for Training, criada pela EFA, estendendo-se à Ásia e África.

A partir de 2001 são criadas as
Semanas de Música do Estoril, e altera o nome para Festival do Estoril. Em 2002 cria o projecto Mare Nostrum, dedicado à cultura do Mediterrâneo, inspirando o futuro projecto europeu MusMA (Music Masters on Air) criado pela EFA em 2009. A participação activa do projecto Mare Nostrum no Ano Europeu do Diálogo Intercultural e no Ano Europeu da Inovação e Criatividade de 2008 e 2009, respectivamente, traz o reconhecimento da Comissão Europeia através da concessão do FestLabPass ao Festival do Estoril pelo seu valioso contributo. Em 2012 promove no seio da EFA a criação da plataforma europeia Europe for Festivals-Festivals for Europe (EFFE), projecto apoiado pela Comissão Europeia.

Em 2005, o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, assistiu à comemoração do 30º aniversário da sua fundação e concedeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique ao Prof. Piñeiro Nagy, seu Director Artístico.

Em 2013, após a adesão da Câmara Municipal de Lisboa à sua estrutura, altera o título para Festival Estoril Lisboa. Ao mesmo tempo cria o conceito
Festival com Património através de ciclos de música em palácios, igrejas, teatros e auditórios, associando o rico património material à singularidade do património imaterial.

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